29 de janeiro de 2013

 Eu sou meu elefante branco. E ah! Como queria poder dizer-lhe que eu sinto saudade de ti. Reinventaríamos, como já individualmente nos reinventamos. Eu sinto saudade de ti. Estou lhe dizendo isto agora.
 Oh.. E ver-te, todos os dias, ouvir tua voz e ainda assim não sentir uma paixão extraordinária. Mas ainda assim sinto saudade de ti. Controverso. Eu não deveria sentir saudade de ti. Eu não deveria sentir saudade de algo do qual eu nunca gostei verdadeiramente. Mas eu sinto. Agora eu sinto.

28 de janeiro de 2013

Estou viciada em água.
A revelação das ultimas fotos tiradas pela yashica ficaram incrivelmente desbotadinhas e com um efeito lindo. Tudo só me faz querer mais e mais uma analógica, qualquer que seja, até mesmo aquela yashica velha da minha mãe tá servindo, TÔ DESESPERADA.

Mas algumas notas gostaria de deixar: eu assisti João e Maria [ caça as bruxas ] e é uma merda. Os diálogos são podres, pobres, mal encaixados, e enfim.. Digno de um filme de domingo, mesmo. Ou seja: horrível. Hoje foi meu primeiro dia de aula, oh what a boring... Sequer conheci novas pessoas. Cumprimentei-as, mas isso não é conhecer. Portanto estou na mesma: não conheci nenhum ser humano novo. Mas como é essa coisa de conhecer? Da tanto trabalho, tamanho trabalho, que eu estou pensando em  não conhecer verdadeiramente a outrem. Pra quê? Seja feliz consigo próprio. E ponto.
Ah, a coisa bela e feliz é o novo e único e espetacular projeto que a Letícia Rodrigues me convidou para participar eeeeeeeeeeeee tcharã: http://erlebnisses.tumblr.com cá está. Vai lá, corre lá. Escreva por lá. Deixe aquela carta que você sempre quis enviar mas não teve coragem, ou teve e quer compartilhar... Enfim, não vou me adentrar no assunto porque, bem, quando faço pseudo resenhas eu estrago tudo. Por mais que a coisa seja boa. E esse projeto é bom. Não queremos estraga-lo, certo? Então vá no site e participe você também! É grátizzzzz! [quando eu tiver ânimo para sair colando os layouts do site pelas ruas, postes, gavetas, escovas de dentes, janelas de ônibus, em todas as janelas de um ônibus só, na lataria dos carros abandonados que apodrecem em certas calçadas... daí eu tiro foto de cada um desses eventos e compartilho com ninguém aqui no meu blog solitário].

26 de janeiro de 2013

Eu sinto falta do aroma de grama fresca
do orvalho
da viola ecoando pela casa.
E quando por aqui eu saio de casa, a náusea retorna trazendo consigo uma terrível dor de cabeça.

Deve ser por isso que eu não saio da caixa.
É tudo fétido
E eu logo me cansei novamente.

25 de janeiro de 2013

Tentei reproduzir a liberdade que tenho no campo, aqui no urbano. Taí o resultado: fotos e fotos de coisas feias e pessoas malcriadas e uma simpatia que encontrei dando show de graça defronte à galeria Veplam! As máquinas lomo estão no médico, infelizmente o doutor disse que o quadro da Konica é grave e talvez não tenha meios de sobreviver.. Portanto encomendei uma lomo ainda desconhecida no primeiro bazar que encontrei no centro, e já tenho em andamento a trama para o pagamento de uma Ricoh KR-5 no Enjoei. E não dou link do enjoei otherwise eu estaria aumentando a concorrência para as lomos que quero comprar. HÁ.













24 de janeiro de 2013

Eu não tenho um barco, disse a árvore.



Voltei.
Regresso do ócio, da procura, da pergunta sem resposta.
Do urbano.
Ah! O urbano: sem aquele cantinho, aquele cantinho especial pronde a gente vai só por ir.. E está só por estar.. Como eu sinto saudade da varanda e do mato, dos ruídos de chacoalhos de cobra no quintal, dos pássaros brincando em plena avenida central. Avenida de terra. Escuridão. E o céu estrelado a iluminar, aquilo, e somente aquilo que a gente deseja enxergar. 

Perdi minhas trocentas fotos. Perdi. Ando cabisbaixa por aqui, quiçá amanhã eu me arrisque numa aventura pela cidade de pedra: só. Que não me roubem a câmera, mas que roubem o medo, pois. 

23 de janeiro de 2013

Quem ou quê?

Quem somos nós?
eu discuti isso
briguei por isso
pra quê

taí
a eterna questão
o eterno 42
o eterno foda-se nosso de todos os dias.


Uma aranha na quina de teto, possibilidades de uma possível quinta feira caso eu não acorde morta. Vejamos.

O problema todo é espaço. É vida. Ah! Como eu já sinto saudade da noite que perdi por lá, do luar a iluminar tímido a estrada de chão, enquanto eu acompanhava a silhueta de minha bicicleta, me aumentando, me diminuindo. Já sinto saudade de sentir o vento fresco vindo da lagoa, do aroma de maresia, do vapor nos vidros da janela ao amanhecer. Eu sinto saudades de acordar ao orvalho. De acompanhar o mato recém cortado crescer revigorado após a chuva. De correr! Ah, como é bom correr! Ser livre em alma e corpo! Gritar, rir, expressar-se livremente. Eu sinto saudade daquela liberdade. [e, por hora, principalmente das fotos emperradas no primeiro cartão de memória]. Amanhã tem psicanálise. Eu que estava tão ansiosa por essa quinta feira feiosa no centro de uma cidade horrenda e mal cheirosa, havia planejado o que dizer, as questões que me atormentam a serem discutidas. Mas esqueci de anota-las. E agora, que faço eu? O de sempre. Me sentarei confortavelmente naquela bela poltrona confortável, reclinarei-me e ficarei a olhar o teto. Ah, que rotina bacana! Será que dessa vez encontrarei eu alguma aranha numa quina de teto do consultório? Vejamos.
Por hoje estou viva. Não muito, eu suponho, porém estou. E você?

16 de janeiro de 2013

O tal jasmim. [mas será que é jasmim?]




Testei umas sobreposições com a intenção de parecer lomo, enquanto não conserto a minha e bá. Mas ficou terrível! Terrível! 



 Recebi meu livro do sebo Viajantes do Tempo, que comprei através da Estante Virtual! Era pra ser um dia legal. E foi. Desci as escadas "sabendo" que seria o livro, e realmente era. Quase não consegui acreditar que FINALMENTE estava em minhas mãos a edição de ouro de Folhas de Relva [prefiro o nome original Leaves of Grass]. Corri para arrancar a embalagem. E abri. Dei umas lidas. Mas não foi como eu esperava. Acho que passar uma noite em claro não me fez bem. Esses dias trancafiada dentro de casa não colaboram. Nem sei. Só que ao fechar o portão do segundo andar, me perguntei "pra quê essa pressa toda?" e aquele embrulho chato de angústia me fatigou o estômago. Ah! Como eu queria ter dormido nessa madrugada, finalizado o dia de ontem, com suas 24 horas exatas. Nada mais, nada menos. Finalizar é bom. Às vezes a gente prologa algo bom e o acaba estragando. É que a alegria mais tenra se encontra muitas vezes naquele momento fugaz. Então o deixarei passar. Segurar pra quê. Deixo que escorra.  

 Quando não se consegue dormir e, por conseguinte, passa toda a madrugada acordada simplesmente imaginando situações interessantes que poderiam ocorrer nos próximos dias [mas que não irão, principalmente pelo fato de a pessoa em questão estar trocando o dia pela noite e por conseguinte ficando lesada durante todo o dia e acordando tarde e perdendo a memória e a empatia]. ENFIM.
 Não dormi ontem... Ou hoje... Sei lá como posso me referir a isso. Enfim. Definitivamente pude experimentar do efeito da relatividade geral de Einstein, porque pra mim, hoje ainda é ontem... Que legal.
 "Acordei" [lê-se resolvi levantar da cama] por volta das 7am, fiz o café da manhã, bla bla bla.. Fui regar as plantas e OH! Lá estava ela! Minha amada! Uma lagartixa! Nunca havia visto uma tão bela, com seu couro verde-musgo mesclado em tons forte e claro. Emocionei-me. Falei com ela, sim eu o fiz. Ela é uma boa modelo.... Só que gosta de parecer com uma estátua. Então... Digamos que foi um desafio fotografá-la. Primeiramente pelo fato de que ela se encontrava em um jarro ainda vazio, com apenas algumas gotas d'água que respingaram enquanto eu regava os outros jarrinhos. Segundo porque se eu mexesse o jarro, ela fugiria. E bem, obviamente a luminosidade e posicionamento da câmera [e a ajuda da inexperiência de quem vos escreve] não me facilitaram muito para que eu pudesse compartilhar com o mundo inteiro a beleza que era aquela lagartixa!


15 de janeiro de 2013

NEEDED!



     

         Solicito gentilmente que pessoas caridosas [excluindo pedófilos, obrigada] que morem às redondezas
         do Rio de Janeiro, [especificações em privado] amantes de poesia e/ou fotografia, e que, por favor
         GOSTEM de visitar cemitérios, entrem em contato comigo por um desses emails abaixo ou por
         comentários nesse post, ou me adicionem no facebook.

         email: camilahponte@gmail.com
         email: camidomal@hotmail.com



                Grata.
Tanta gente se vitimando
Nós nos colocamos no chão.
Nós cuspimos na gente
E pisamos na gente
Em nós
Em nossos feitos.

É realmente preciso tanto drama?
É realmente preciso?
É?
É preciso precisar
De amendoim no bar
Acompanhando aquela tua cerveja fétida?






Bá.


Estamos atrasadas.
Minha mãe roubou um galho de jasmim do canteiro por onde passara.
Estamos atrasadas.
Eu assisto resenhas literárias e procrastino a vida
Ao aroma de jasmim.
E continuamos atrasadas.
Mas eu, pouco me incomodo.
Sem fotos.
Sem odores.
Quero meu jasmim só para mim.

Outro tipo de epitelioma.



Da janela de minha sala acompanhei toda a cena
Três homens trabalhando arduamente
para que todo o entulho fosse retirado.
Num lapso, todos sumiram.
Restou somente um.
A trabalhar, a trabalhar.

Imaginei a raiva que pudesse descontar
Em cada graveto, em cada tijolo largado que o vi quebrar
Era apenas manhã para mim.
Era apenas o sufrágio do final de tarde para eles.

Mas que vontade de descer as escadas e o fotografar!
Tanta vida, tanta, tanta raiva enlaçada nas luvas sujas de terra
No cabo quebrado de enxada.
Mas não fui. Não me atrevi.
Não costumo me atrever a fotografar
Quem não conheço pedindo permissão.
Ironia, não? Logo eu, que mais anseio por ir ao cemitério
Fotografar o habitat dos mortos que,
Ainda assim, são desconhecidos meus.






Bá.

14 de janeiro de 2013

do pó voltarás o que não foras pó de antemão





 Afogo-me numa densa poça de ócio
 minhas palavras são tão tortas quão tortuosas
 são minhas esperas desesperadas por algum
 alguém que eu não conheci mas já amei e agora odeio
 por não ter me amado de volta e
 não ter sucumbido junto a mim na densa poça de tédio
 e com sua energia resguardada retirado do fundo da poça
 um pedregulho cuja beleza a nada poderia se comparar

mais um dia fútil de belezas vãs.
mais um dia de cálidas emoções vazias
que se desesperam só pra chamar atenção
do pó que se fez giz de cera e coloriu as pálpebras
do que faz-me rir chorar de rir de tão triste
que é o vazio da calidez
que é o quê.









bá.

4 de janeiro de 2013

Como não emagrecer: cookies de chocolate com ameixa.

Se eu desse o link pra receita original seria o mesmo que a autora da saga crepúsculo dizer que sua inspiração surgiu enquanto assistia The Birds, do Alfred Hitchcock. Pois bem, nem eu sei exatamente o que fiz para a receita dar certo. Mas o importante é que deu certo. Vou falar, aproximadamente, o que eu lembro de ter colocado na receita, mas logo aviso que é mais sensato não me seguir. Apesar de todas as cobaias terem aprovado e, uma ressalva para a cobaia minha-mãe que perguntou se os cookies eram da Bauducco. Eis:
Primeiramente, acendi o forno à 180 graus.
Coloquei duas xícaras de farinha de trigo, uma xícara de açúcar, uma xícara de achocolatado, uma pitadinha de sal, duas colheres de sopa de manteiga e dois ovos. Misturei com auxílio da colher até a massa ficar bem pesadinha, então tive que misturar com as mãos, o que foi um tanto disgusting. Mas enfim. Após isso, aqueci no microondas, numa tigela com um pouco d'água, umas 5 ameixas secas com caroço. [para que elas ficassem mais molinhas, saborosas e fáceis de picar/retirar o caroço] mas creio que ficaria até mais gostoso com uvas passas do tipo seca e pedaços de barra de chocolate [era o que eu tinha em mente, mas fiquei com preguiça de ir até o armazém]. Misturei-as à massa e, numa forma untada [recomendo que usem papel manteiga] e com auxílio de uma colher, dispus algumas bolotinhas no tabuleiro,  E SEMPRE bem espaçadas umas das outras. A receita original indicava uns 15min no forno pré aquecido. Mas 15 min não surtiu efeito. Daí optei pela estratégia de ficar vigiando os cookies a cada 5 min enfiando um garfinho para ver se por fora já estava um tantinho crocrante. Bem, não sei quanto tempo durou ao todo. Mas enfim! Ficaram realmente deliciosos.

ps: essa receita rende bastante, e o número de biscoitos nas fotos abaixo não foi o total como resultado da mesma.










2 de janeiro de 2013

Como não emagrecer: french toast.

 Pode parecer uma receita clichê [e realmente é], mas eu tenho uma pequena dica que deixa a french toast simplesmente uma das coisas mais gostosas de se comer [não mais do que a janis joplin tsc tsc].

Para uma porção de seis, separe dois ovos e obviamente, seis fatias de pão branco do tipo forma.
Num prato fundo, acrescente duas colheres de sopa de leite em pó integral e dissolva em meia xícara de água. Acrescente os dois ovos ao leite dissolvido, e os misture com auxílio de um garfo. [sim, essa é a parte da dica do mal].
Imerja as fatias de pão ao creme o suficiente para que o mesmo absorva bastante creme, retirando o excesso externo logo em seguida.
Frite-os numa frigideira [oh!] com uma colher de sobremesa de margarina. Deixe dourar e pimba!
Para acompanha-las, escolha o que melhor lhe apetecer. Seja alguma geleia, polvilhando açúcar com canela, algum creme doce ou até mesmo algo salgado. No meu caso, eu escolhi polvilhar açúcar com canela. E não teremos fotos para ilustrar porque eu estou com preguiça. [mentira, é porque eu comi tudo].

1 de janeiro de 2013

Poema dos olhos da amada.



Oh, minha amada
Que os olhos teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe nos breus
Oh, minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus
Oh, minha amada
Que olhos os teus
Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas eras
Nos olhos teus
Ah, minha amada
De olhos ateus
Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus.


Vinicius de Moraes. 

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