Todos precisam do escapismo. Buscam partículas de escapismo nas coisas que mais lhe agradam, naquilo o que mais lhe possa afligir. Sem o escapismo, estaríamos fadados ao fracasso total. Em todos os aspectos do ser. Que humanidade repugnante seríamos! - não desmerecendo o fato de já o sermos.
Todos precisam do escapismo. Seja ele a arte, remédios, drogas.
Todos. Sem exceção. Todos precisam do escapismo.
Eu quero meu sanatório de volta. Não consigo pensar, não consigo comer, não consigo dormir. Não consigo existir dentro das paredes e caixas e sons estridentes e conectividade que grandes centros urbanos oferecem. É demais. É coisa demais. Eu vou enlouquecer e não mais voltar ao equilíbrio da loucura. Eu preciso. Preciso. Preciso do meu escapismo.
Quero meu sanatório de volta.
29 de novembro de 2013
28 de novembro de 2013
26 de novembro de 2013
Os emails e exigências abarrotam-se.
Sei de quem são mesmo sem os ter aberto.
Descaso do acaso.
Procrastinação.
Sei de quem são mesmo sem os ter aberto.
Descaso do acaso.
Procrastinação.
Vontade de sair correndo pelas ruas. Nua. Jogar-me ao solo imundo da cidade, embrulhada na posição fetal e chorar.
A ameaça da exigência de vontade apodrece todas as fontes de energia.
A ameaça da exigência de vontade apodrece todas as fontes de energia.
Você - eu - é jovem. Dá valor ao efêmero e fugaz. Imagino o dia em que todas essas coisas não tiverem mais valor algum. Se bem que, acho que o valor que dás a elas é meramente ilustrativo, refletindo a tua carência, o teu desamor.
Sinto-me enjoada. Enojada. Cansada. Nem sei do quê. Não sei apontar quais os defeitos. Tudo é defeito e tudo é acerto. Uma profunda depressão do estômago me aflige.
24 de novembro de 2013
Sou menos normal, mais fraca, mais especial por não conseguir diferenciar a realidade concreta do obscurantismo dos sonhos e insólitos delírios? Embora o cansaço pese minhas panturrilhas, me nego a cômoda loucura. Que a mente encontre paz na merda. Que use a loucura como motor para a arte. - Acho que parte da faísca dessa linha de pensar advém da vivência contigo. Muito embora você não o ponha em prátia, perde-se em meio a loucura e subterfúgios fulos.
E tu, resolvestes os problemas com teus pais? Aqueles que lhe manchavam a psique e te torneavam o cerne. Tampouco me importa. Mera curiosidade seria. Que faria eu como tal saber? Anotaria em meu diário? Não sou psicanalista e não devo comportar-me como tal se, a primeira instância, não mantenho-me isolada afetivamente do objeto de análise.
Difícil negar.
No fundo, a verdade exala o seu aroma ocre.
Somos todos objetos.
Difícil negar.
No fundo, a verdade exala o seu aroma ocre.
Somos todos objetos.
22 de novembro de 2013
Férias.
Pintar o quarto da thai.
Pintar um céu conturbado no teto de meu quarto.
Acampar com os amigos em Itatiaia/Nova Friburgo.
Retiro pseudo espiritual com os amigos na casa de praia ouvindo Billie Holiday - Gloomy Sunday.
Pintar o quarto da thai.
Pintar um céu conturbado no teto de meu quarto.
Acampar com os amigos em Itatiaia/Nova Friburgo.
Retiro pseudo espiritual com os amigos na casa de praia ouvindo Billie Holiday - Gloomy Sunday.
RASCUNHO
De súbito, o véu da realidade decai
Sobre nós rasgando carnes quentes
E o sangue que flui.
Gostaria de gritar-lhe
De gritar-lhe o lamento horroroso
Ao qual tenho submetido meus pés
E o sangue que coagula.
Sobre nós rasgando carnes quentes
E o sangue que flui.
Gostaria de gritar-lhe
De gritar-lhe o lamento horroroso
Ao qual tenho submetido meus pés
E o sangue que coagula.
13 de novembro de 2013
http://vimeo.com/76781405 Lunacy, de Jan Svankmaker. Um dos filmes mais lindos. Marquês, simpatia ocre. O adoro, sua eloquência lembrou-me de Nietzsche.
a batata no forno
à batata no forno
descasca, descarta.
digere na saliva
o amido das horas
do amido.
engrossa voz, retira a faca do peito
embruma a postura e vangloria o sangue
derrame vascular.
agonia.
pena.
cp
10 de novembro de 2013
Preocupo-me indubitavelmente mais com questões astrofísicas do que com a fome na África. Afinal, ambos os casos não estão sob meu comando ou interferência. Sobre eles nada posso fazer. Sejamos francos, minha pena não vai aliviar a fome de ninguém. Pois que sigamos a lei da sobrevivência: me é mais agradável e intelectualmente eloquente preocupar-me com a vastidão espacial.
Receita de omelete a la Camila Ponte.
ânimo.
Preparo do molho - INGREDIENTES
duas colheres de sopa de maionese hellman's
pitada de canela
meia xícara de chá de vinagre balsâmico
uma colher de chá de alecrim fresco
uma colher de chá de tempero ~ervas finas~
pitada ínfima de curry
meia cebola cortada em rodelas
um dente de alho picado
pitada de sal
- MODO DE PREPARO
Misture os ingredientes numa vasilha, excerto o alho e cebola.
Refogue a cebola e alho numa frigideira com manteiga.
Acrescente o molho, misture-o ao refogado, deixe por 5 min em fogo baixo [ou já apagado]
Preparo da omelete - INGREDIENTES
dois ovos
meia xícara de chá de leite em pó diluído ou longa vida
pitada de sal
1 colher de sopa de cebola picada
duas fatias grossas de queijo de minas picado [ou o queijo que melhor lhe apetecer]
- MODO DE PREPARO
bata os ovos, até tornarem-se uma massa homogênea.
Acrescente o sal e o leite diluído, continue a mexer por mais 3 minutos, aproximadamente.
Numa frigideira aquecida e com uma colher de chá de manteiga, despeje a mistura dos ovos.
Espalhe a omelete por toda a frigideira, acrescente a cebola e o queijo em uma beirada, e dobre-a. Espere até dourar as bordinhas, e apague o fogo.
Sirva a omelete com o molho sobreposto, acrescente uma rodela de abacaxi.
Preparo do molho - INGREDIENTES
duas colheres de sopa de maionese hellman's
pitada de canela
meia xícara de chá de vinagre balsâmico
uma colher de chá de alecrim fresco
uma colher de chá de tempero ~ervas finas~
pitada ínfima de curry
meia cebola cortada em rodelas
um dente de alho picado
pitada de sal
- MODO DE PREPARO
Misture os ingredientes numa vasilha, excerto o alho e cebola.
Refogue a cebola e alho numa frigideira com manteiga.
Acrescente o molho, misture-o ao refogado, deixe por 5 min em fogo baixo [ou já apagado]
Preparo da omelete - INGREDIENTES
dois ovos
meia xícara de chá de leite em pó diluído ou longa vida
pitada de sal
1 colher de sopa de cebola picada
duas fatias grossas de queijo de minas picado [ou o queijo que melhor lhe apetecer]
- MODO DE PREPARO
bata os ovos, até tornarem-se uma massa homogênea.
Acrescente o sal e o leite diluído, continue a mexer por mais 3 minutos, aproximadamente.
Numa frigideira aquecida e com uma colher de chá de manteiga, despeje a mistura dos ovos.
Espalhe a omelete por toda a frigideira, acrescente a cebola e o queijo em uma beirada, e dobre-a. Espere até dourar as bordinhas, e apague o fogo.
Sirva a omelete com o molho sobreposto, acrescente uma rodela de abacaxi.
5 de novembro de 2013
4 de novembro de 2013
Todos os dias eu ouço a porra do passarinho cantando de manhã. O mesmo passarinho. No mesmo lugar. Os mesmos ninhos. Ele não cansa? A rotina não o sufoca? Eu não consigo sequer manter uma linha de raciocínio por muito tempo sem modificá-la que já morro em angústia. Seria mais fácil se eu apenas repetisse a mesma porra de rotina, todos os dias, feliz. - Mas eu sou doente, doutora. Eu preciso do teu remédio, da tua receita. Eu preciso comprar a minha cura e parcelar no cartão. Eu acho que preciso. Eu já nem sei mais se tô afim de cura. Talvez eu só esteja cansada da rotina da busca, novamente. Maldito cérebro. Eu não sei de absolutamente mais nada. Calm down, eu juro que não estou confusa. Afinal esclareci-me a respeito do suicídio como afirmação da vida. Ideias borbulhando, tentando-me. Minha mente é como um rato hiperativo aprisionado em uma gaiola.
I have my plane to settle in
You have your thoughts
That's where i win
Don't dream if you can't make it real
They're only fictions anyway
And don't love if you really want to feel
The spiking sense of grey
Our spiking sense
Não chorar pelo o que não pode retornar. Não chorar pelos mortos em carne, pelos mortos em vida. É desperdício de sofrimento. Transforme o sofrimento em arte, se queres solução. Ela certamente não virá da forma desejada, mas ah, como solucionará a dor trazendo novas agonias, frescas como a briza do outono. Sejamos francos: o ser humano clama pelo drama. Que seja, então, um belo drama. Tiremos proveito. Façamos arte.
3 de novembro de 2013
Sempre abandonamos. Seja o que me acompanha a atravessar a ponte, ou eu mesma a abandonar a travessia.
2 de novembro de 2013
I'll always come back
Eu senti a ansiedade, toda novamente. Repetindo os erros sobre as feridas de cicatrizes frescas. Eu não poderia me conter? Não, a fraqueza nunca é contida. É como tentar segurar água nas mãos fechadas. Uma analogia clichê e vulgar para uma ocasião igualmente vulgar.
Mas, verdade seja dita, não arrependo-me de ter errado novamente. Não peço desculpas nem que me pagem. Nem que usem absinto como moeda de troca. Atrevo-me até a concluir que, no final, a rejeição tornou-se uma boa amiga. Inseparável? Quiçá. Até o dia que eu resolva mudar. E o quão longe que este dia está, tenho dito. Por hora, contento-me com um "mulheres são confusas, mesmo" e procuro esquecer. Sofrer por causa de mulher quando há um universo inteiro de incógnitas e fascínio: pra quê? Mas que audácia, total perda de tempo. Quem elas pensam que são em meio a vastidão da nossa humilde galáxia? Quem eu penso ser para dar tamanha atenção e fervor aos pensamentos sobre seres humanos pueris, quando posso focar-me em meu egoísmo? Pois é exatamente o que tenho feito. Vamos! Joguemos com os sentimentos humanos. Eis a nossa diversão da tarde. Não é nisso e no jogo de poder que as relações humanas se baseiam? Não é exatamente essa a questão chave de minhas falhas e teus acertos? Pois então, pois então...
Mas a rejeição dói. É cientificamente comprovado, meu amigo. E como dói. Dói em todos os lados, em todos os âmbitos do ser. Dor que nutre dor, que nutre vícios, que nutrem dor, que nutre subterfúgios que no final só geram mais dor. Mas ajuda. Ah, claro que sim, meu bom homem. A dor é uma coisa simplesmente exuberante. Formosa em suas curvas, seu diferencial encontra-se na vontade de potência. Vá lá! Viajemos em filosofia alemã... A dor nutre e move. Desacomoda. E você, ai sentado, enchendo a cara e fumando um beck. E você, refugiando-se em risos vagos, insensatez e um milhão de subterfúgios fugazes. Minha humilde opinião é que um dia toda essa poeira acumulada debaixo dos tapetes de teu cerne vão mofar. E, creio que saibas, mas mesmo quando não aparente, as consequências de se viver em um ambiente abarrotado de mofo são gravíssimas, quiçá fatais.
Eu não, sei.. Eu não sei. Mas não vale à pena, não é? É bobagem.
Mas, verdade seja dita, não arrependo-me de ter errado novamente. Não peço desculpas nem que me pagem. Nem que usem absinto como moeda de troca. Atrevo-me até a concluir que, no final, a rejeição tornou-se uma boa amiga. Inseparável? Quiçá. Até o dia que eu resolva mudar. E o quão longe que este dia está, tenho dito. Por hora, contento-me com um "mulheres são confusas, mesmo" e procuro esquecer. Sofrer por causa de mulher quando há um universo inteiro de incógnitas e fascínio: pra quê? Mas que audácia, total perda de tempo. Quem elas pensam que são em meio a vastidão da nossa humilde galáxia? Quem eu penso ser para dar tamanha atenção e fervor aos pensamentos sobre seres humanos pueris, quando posso focar-me em meu egoísmo? Pois é exatamente o que tenho feito. Vamos! Joguemos com os sentimentos humanos. Eis a nossa diversão da tarde. Não é nisso e no jogo de poder que as relações humanas se baseiam? Não é exatamente essa a questão chave de minhas falhas e teus acertos? Pois então, pois então...
Mas a rejeição dói. É cientificamente comprovado, meu amigo. E como dói. Dói em todos os lados, em todos os âmbitos do ser. Dor que nutre dor, que nutre vícios, que nutrem dor, que nutre subterfúgios que no final só geram mais dor. Mas ajuda. Ah, claro que sim, meu bom homem. A dor é uma coisa simplesmente exuberante. Formosa em suas curvas, seu diferencial encontra-se na vontade de potência. Vá lá! Viajemos em filosofia alemã... A dor nutre e move. Desacomoda. E você, ai sentado, enchendo a cara e fumando um beck. E você, refugiando-se em risos vagos, insensatez e um milhão de subterfúgios fugazes. Minha humilde opinião é que um dia toda essa poeira acumulada debaixo dos tapetes de teu cerne vão mofar. E, creio que saibas, mas mesmo quando não aparente, as consequências de se viver em um ambiente abarrotado de mofo são gravíssimas, quiçá fatais.
Eu não, sei.. Eu não sei. Mas não vale à pena, não é? É bobagem.
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