Aproximei-me, lentamente, do outro. Ambos caminhamos juntos essa tarde. Entre calmas passadas, o mundo ao redor de nossas poucas palavras rugia. Me aproximei temerosa. Essa não é a ação que de costume melhor me convém. Mas fora preciso excluir-me de minha própria bolha e enxergar que as minhas dores e questões não são tão únicas.
O que é mascarado pelos defeitos e até mesmo acertos de alguns, é o medo. Somos crianças birrentas, que esperneiam para provar que são fortes. É a nossa única estratégia de defesa. De autodefesa. Porque, afinal, somos auto destrutíveis. E não há nada mais nocivo à nossa psique que nossos medos.
Nosso espetáculo é tão somente para nós mesmos.
16 de abril de 2013
8 de abril de 2013
O projeto Erlebnisse não morreu.
O projeto Erlebnisse não morreu! Esteve silente desde o fim das férias, creio que a movimentação no cotidiano das pessoas tenham afastado-as do incólume sofrimento pelo platônico, seja ele qual for.
Letícia Rodrigues e eu administramos um tumblr com a finalidade de ser um depósito de cartas escritas em segredo, pois nunca serão enviadas ao seu destinatário. Podendo ter o remetente em privado, claro.
Letícia Rodrigues e eu administramos um tumblr com a finalidade de ser um depósito de cartas escritas em segredo, pois nunca serão enviadas ao seu destinatário. Podendo ter o remetente em privado, claro.
6 de abril de 2013
Small flowers crack concret.
The narcs beat the bearded oracles
Replacing tantric love with complete violence.
Lights and mirrors dot the city
Inkstained hippies
With boxed lunch and marijuana
Mystery plays of shit and nothingness
Blessed by colors from a black hat.
Blue lights search thru weeds
Searching for the heart of d.a. levy
And the mind he left behind.
Death poems for the living gods of America
Plastic saxophones bleat
Bleed for nothing, nada.
Cops crashing thru doors
Infuriated by silver charms of suburban smoke
At war with patches of red dirt glitter
And bluejean fucking
And protest.
The narcs beat the bearded oracles
Replacing tantric love with complete violence.
Lights and mirrors dot the city
Inkstained hippies
With boxed lunch and marijuana
Mystery plays of shit and nothingness
Blessed by colors from a black hat.
Blue lights search thru weeds
Searching for the heart of d.a. levy
And the mind he left behind.
Death poems for the living gods of America
Plastic saxophones bleat
Bleed for nothing, nada.
Cops crashing thru doors
Infuriated by silver charms of suburban smoke
At war with patches of red dirt glitter
And bluejean fucking
And protest.
Com clareza enxergamos a cegueira
Com cegueira enxergamos que não enxergamos mais nada
Quando é que estamos lúcidos?
Quando é que nossa condição é sã?
É quando a apreciação deixa de ser depreciativa?
E como saber quais são os dias bonitos?
Mas pra quê sabê-lo? Nada mudará..
Que se dane essa metafísica vadia.
Com cegueira enxergamos que não enxergamos mais nada
Quando é que estamos lúcidos?
Quando é que nossa condição é sã?
É quando a apreciação deixa de ser depreciativa?
E como saber quais são os dias bonitos?
Mas pra quê sabê-lo? Nada mudará..
Que se dane essa metafísica vadia.
2 de abril de 2013
5:53. Caso eu estivesse dormindo, eu deveria acordar daqui a 33 minutos. Será o primeiro dia do ano no qual farei café da manhã para a minha mãe. Ela sempre o faz, enquanto eu me arrumo para a escola. Mas, hoje não terei escola. Torço para que tudo dê certo e eu nunca mais tenha.
Como são belos os primeiros raios de sol, como é doce o canto rouco dos pássaros ao despertarem.
Como são belos os primeiros raios de sol, como é doce o canto rouco dos pássaros ao despertarem.
Enchi minha caneca do piu-piu com café. Essa será uma longa madrugada em claro. Como consolo, acabei de ler num noticiário online sobre pesquisas acerca dos danos ao cérebro causados pela insônia. E cá estou. Morrendo de vontade de ouvir a tua voz, ou de ouvir a voz de qualquer outra pessoa. Já tanto faz. E cá estou. Suplico que essa madrugada passe mais rápido do que todas as outras, que a rotação terrestre entre em colapso e as noites e os dias sejam mais curtos. Amanhã tenho consulta. Não vou à escola há três dias. Minha mãe acorda com o barulho das minhas teclas. Será que ela virá até aqui checar se eu estou vendo pornografia? Oh, não.. Era apenas o gato baldio que tem invadido minha área de serviço forçando a porta, para entrar. Até que a madrugada não fora à toa. Pude espantá-lo. Mas era tão gracioso! Pretinho, com uma mancha branca na ponta do rabo. Bem que eu o queria... Mas ele já tem dono: a sua própria liberdade. Ah! Se eu fosse um mero gatinho baldio... A vida seria tão selvagem e instigante.
1 de abril de 2013
É engraçado, não? Como nos humilhamos ante nossos próprios feitos. Eu gostaria de realizar tantos feitos. E após, simplesmente queimá-los. Deleta-los. Esse seria o meu deleite. Meu prazer mais sórdido.
Durante mais uma madrugada de insônia, concebi o pensamento de que quero por demasiado viver, e temo não ser feliz, não conseguir fazer de minha vida o máximo possível. Daí surge a vontade de morte.
"Eu amo tanto que odeio". Eu quero tanto que chego a não querer mais.
Durante mais uma madrugada de insônia, concebi o pensamento de que quero por demasiado viver, e temo não ser feliz, não conseguir fazer de minha vida o máximo possível. Daí surge a vontade de morte.
"Eu amo tanto que odeio". Eu quero tanto que chego a não querer mais.
Assinar:
Postagens (Atom)

