2 de abril de 2013
Enchi minha caneca do piu-piu com café. Essa será uma longa madrugada em claro. Como consolo, acabei de ler num noticiário online sobre pesquisas acerca dos danos ao cérebro causados pela insônia. E cá estou. Morrendo de vontade de ouvir a tua voz, ou de ouvir a voz de qualquer outra pessoa. Já tanto faz. E cá estou. Suplico que essa madrugada passe mais rápido do que todas as outras, que a rotação terrestre entre em colapso e as noites e os dias sejam mais curtos. Amanhã tenho consulta. Não vou à escola há três dias. Minha mãe acorda com o barulho das minhas teclas. Será que ela virá até aqui checar se eu estou vendo pornografia? Oh, não.. Era apenas o gato baldio que tem invadido minha área de serviço forçando a porta, para entrar. Até que a madrugada não fora à toa. Pude espantá-lo. Mas era tão gracioso! Pretinho, com uma mancha branca na ponta do rabo. Bem que eu o queria... Mas ele já tem dono: a sua própria liberdade. Ah! Se eu fosse um mero gatinho baldio... A vida seria tão selvagem e instigante.
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