É melhor deixar a sua decisão esclarecida com prontidão.
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31 de março de 2013
30 de março de 2013
Eu não durmo mais durante a noite. Nem 9mg de bromazepam são capazes de me dopar. Onde foi parar o menelate? Onde foi parar a minha lucidez?
Defronte à janela aberta.
Ouço o barulho dos pingos de chuva sibilantes tocarem as folhas das árvores.
Tudo bem.
Alguém se perfuma, o aroma invade minha sala.
É o teu perfume.
Você invade minha sala.
Desgraçado inútil!
Sua existência me causa náuseas.
Ouço o barulho dos pingos de chuva sibilantes tocarem as folhas das árvores.
Tudo bem.
Alguém se perfuma, o aroma invade minha sala.
É o teu perfume.
Você invade minha sala.
Desgraçado inútil!
Sua existência me causa náuseas.
Cheiro de chuva.
Está tudo uma grande bagunça. Meu quarto, minha rotina, minhas coisas, meus prazeres, meu respirar, meus remédios. Tudo jogado, rasgado, sujo, com cuspe sobre. Meu escapismo se corrompeu. Parece que tudo é escapismo. Tudo é forma de fugir. E nem era isso o que eu pretendia escrever aqui.
Não sei do que preciso, não sei do que quero. Só sei do que não quero. E infelizmente o que eu não quero são as únicas coisas que tenho.
Está tudo uma grande bagunça. Meu quarto, minha rotina, minhas coisas, meus prazeres, meu respirar, meus remédios. Tudo jogado, rasgado, sujo, com cuspe sobre. Meu escapismo se corrompeu. Parece que tudo é escapismo. Tudo é forma de fugir. E nem era isso o que eu pretendia escrever aqui.
Não sei do que preciso, não sei do que quero. Só sei do que não quero. E infelizmente o que eu não quero são as únicas coisas que tenho.
28 de março de 2013
Eu não faço a mínima ideia do que eu tô fazendo com a minha vida. Eu deveria me preocupar. Mas não dá. Por que eu deveria me preocupar?
23 de março de 2013
Dia desses, numa das tantas madrugadas de insônia, tive uma ideia que até então admirava. Pois bem, envolvia fotografia. Não consigo mais me desvencilhar disso! Queria ter uma câmera invisível para poder realizar meus desejos mais sórdidos de fotografar a todos sem que ninguém percebesse, em seus afazeres cotidianos e tudo o mais.. Mas enfim, não existe isso, é tudo utopia. Então adeus.
Voltando a falar sobre a ideia que eu tive.. De súbito levantei-me da cama e rabisquei todo o esquema na agenda. A ideia foi se "aprimorando" com o passar dos dias. Eu não conseguia me desvencilhar dela. OH CÉUS. E então, resolvi pô-la em prática.
Precisei de um globo de isopor que fosse oco, vários CDs arranhados e mal gravados que clamavam por ajuda humanitária nos confins da estante, e cola quente. Até então, tudo bem. O efeito que, carinhosamente, apelidei como "luzes inusitadas" dar-se-ia através da refração da luz nos CDs e lente da câmera e etc etc. Fiz um buraco com a medida do corpinho da câmera para que encaixasse direitinho, cortei e pimba. A foto abaixo representa meu falho ideal.
Voltando a falar sobre a ideia que eu tive.. De súbito levantei-me da cama e rabisquei todo o esquema na agenda. A ideia foi se "aprimorando" com o passar dos dias. Eu não conseguia me desvencilhar dela. OH CÉUS. E então, resolvi pô-la em prática.
Precisei de um globo de isopor que fosse oco, vários CDs arranhados e mal gravados que clamavam por ajuda humanitária nos confins da estante, e cola quente. Até então, tudo bem. O efeito que, carinhosamente, apelidei como "luzes inusitadas" dar-se-ia através da refração da luz nos CDs e lente da câmera e etc etc. Fiz um buraco com a medida do corpinho da câmera para que encaixasse direitinho, cortei e pimba. A foto abaixo representa meu falho ideal.
Não estou plenamente certa sobre o resultado final ter sido completamente falho. Porém, esse pequeno pseudo teste que fiz em meu quarto com auxílio de luz artificial me deu indicativas nada atraentes. Não notei mudança alguma nas fotos com esse aparato hediondo e sem ele. Porém... Resolvi testar, rapidamente, como rascunho de um próximo experimento, a utilização de um rolinho de papel-toalha cortado ao meio e com seu interior forrado por papel alumínio. [fiquei com preguiça de picotar mais CD]. O resultado não fora muito agradável, na verdade. Porém, como é apenas um rascunho, posso aprimora-lo com o tempo.
Segue abaixo a "foto rascunho". what.
20 de março de 2013
E cá estou. Damn. Porque diabos a convivência humana é algo tão, tão tão tão estressante e insuportável? Todos creem que a sua verdade é a absoluta. Quando na realidade, não existe sequer o absoluto. Farta-me a hipocrisia, a lábia manipuladora de quem tenta debater. Perco minha fala, sinto nojo. Apenas isso: nojo. O mais sujo dos vômitos, dar-te-ei.
Porque simplesmente não aceita a porra do fato de que existem pessoas diferentes, coisas diferentes, que a natureza é abrangente e confusa, e é aí que está a beleza? Porque criar regras e padrões para coisas que simplesmente não tem por quê e de quebra obrigar que engulam teus caprichos?
14 de março de 2013
9 de março de 2013
1 de março de 2013
Samba em prelúdio. Vinicius de Moraes.
Eu sem você não tenho porque
porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz
jardim sem luar
luar sem amor
amor sem se dar
E eu sem você
sou só desamor
um barco sem mar
um campo sem flor
Tristeza que vai
tristeza que vem
Sem você meu amor eu não sou
ninguém
Ah que saudade
que vontade de ver renascer
nossa vida
Volta querido
os meus braços precisam dos teus
Teus abraços precisam dos meus
Estou tão sozinha
tenho os olhos cansados de olhar
para o além
Vem ver a vida
Sem você meu amor eu não sou
ninguém.
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