Daqui a 5 meses.
Desejos aos 18 anos:
Fazer cadastro para doação de medula óssea.
Doar sangue.
Inscrever-me na LiHS.
Aprender a dirigir.
Fazer as compras do mês só.
Uma semana na casa de praia com os amigos.
Tatuagem.
Comprar uma bacchus fruit beer por conta própria.
25 de julho de 2013
Cá estou. Após tanta ausência, volto a por minha incólume angústia das coisas ridículas a público, neste blog que muito provavelmente ninguém lê. E isso é bom.
São exatas 4:30 a.m. e eu me lembro de ti. Sim! Neguei-me ao sono, levantei de súbito do conforto da rede decidida a arrumar o quarto. E acabei arrumando a cozinha também. E arrumando o note. E arrumando a rotina dessa madrugada até o amanhecer. Fato é que, deparei-me com a lembrança confusa de na noite anterior ter sido atingida pela necessidade vulgar de te telefonar, e dizer o quanto eu te amo. O quanto eu ainda te amo. E que infelizmente não consigo fazer planos, tampouco me apaixonar por qualquer outra coisa/pessoa que não seja você, que não seja aquilo que eu idealizei para nós. Não obstante, dei-me conta de que amar é idealizar no outro aquilo o que você gostaria que ele fosse. Mesmo sabendo que ele não o é.
Faz tempo que não ouço Nirvana. Engraçado. Eu nunca gostei muito de Something in the Way. E é exatamente essa que estou ouvindo agora. Você adorava essa música. Você queria criar um altar para o Kurt. Eu que embora não goste de idolatrar seres humanos, adorei a ideia. E devo dizer, pretendo rouba-la de ti. Pintei as unhas de vermelho essa noite. Mas passei aquele teu esmalte 3D por cima. Apenas uma camada. Ficou interessante. Eu nunca pinto as unhas de vermelho... Eu também não gosto de sair a noite, também não gosto do odor de cigarro, de beber demais, ficar bêbada, pagar vexame em público. De demonstrar minha fraqueza. Eu não gosto de ser fraca.
Mas, tudo isso aqui é a tradução de minha fraqueza. Meu amor por ti, se é que pode ser chamado de amor esse sentimento louco que por ti nutro, é o meu maior ato de fraqueza. Minha maior queda, redenção. E eu tenho sido fraca, mesmo. Fraca de proposito. Quero da mais intensa fraqueza atrever-me. Eis um ato de coragem. Ou você não veria da mesma forma? Bem. É exatamente da forma que encaro.
Afogo-me, afogo-me na poça de tudo o que eu sempre detestei. Procuro a contra mão. E mesmo assim, mesmo na contra mão de ti e do que fomos, sinto-me apenas cada vez mais perto de nossas lembranças.
Cérebro maldito que não me deixa apagar-te!
São exatas 4:30 a.m. e eu me lembro de ti. Sim! Neguei-me ao sono, levantei de súbito do conforto da rede decidida a arrumar o quarto. E acabei arrumando a cozinha também. E arrumando o note. E arrumando a rotina dessa madrugada até o amanhecer. Fato é que, deparei-me com a lembrança confusa de na noite anterior ter sido atingida pela necessidade vulgar de te telefonar, e dizer o quanto eu te amo. O quanto eu ainda te amo. E que infelizmente não consigo fazer planos, tampouco me apaixonar por qualquer outra coisa/pessoa que não seja você, que não seja aquilo que eu idealizei para nós. Não obstante, dei-me conta de que amar é idealizar no outro aquilo o que você gostaria que ele fosse. Mesmo sabendo que ele não o é.
Faz tempo que não ouço Nirvana. Engraçado. Eu nunca gostei muito de Something in the Way. E é exatamente essa que estou ouvindo agora. Você adorava essa música. Você queria criar um altar para o Kurt. Eu que embora não goste de idolatrar seres humanos, adorei a ideia. E devo dizer, pretendo rouba-la de ti. Pintei as unhas de vermelho essa noite. Mas passei aquele teu esmalte 3D por cima. Apenas uma camada. Ficou interessante. Eu nunca pinto as unhas de vermelho... Eu também não gosto de sair a noite, também não gosto do odor de cigarro, de beber demais, ficar bêbada, pagar vexame em público. De demonstrar minha fraqueza. Eu não gosto de ser fraca.
Mas, tudo isso aqui é a tradução de minha fraqueza. Meu amor por ti, se é que pode ser chamado de amor esse sentimento louco que por ti nutro, é o meu maior ato de fraqueza. Minha maior queda, redenção. E eu tenho sido fraca, mesmo. Fraca de proposito. Quero da mais intensa fraqueza atrever-me. Eis um ato de coragem. Ou você não veria da mesma forma? Bem. É exatamente da forma que encaro.
Afogo-me, afogo-me na poça de tudo o que eu sempre detestei. Procuro a contra mão. E mesmo assim, mesmo na contra mão de ti e do que fomos, sinto-me apenas cada vez mais perto de nossas lembranças.
Cérebro maldito que não me deixa apagar-te!
12 de julho de 2013
Her eyes fell while the shame
Was written on her face
When she realised that her failures
Could never be undone again.
22 de junho de 2013
Quem nunca quis uma diana? Eu já quis. Não mais! Meus problemas acabaram após conhecer a Toy Camera Robot 3. Ela é uma graciosa. Tira 3 fotos por quadro e enfim, é uma fofura.
21 de maio de 2013
O enfermeiro recostou-se, atônito, na porta de vidro que separava o quarto do isolamento da enfermaria. Fitava-me, como se procurasse a coragem interna para recitar um pequeno discurso gravado. Era tão jovem. E sua presença, ali parado a me olhar, tão calado causou-me desconforto. Sabe-se lá quais são suas pretensões? E se ele fosse um religioso fundamentalista? É perigoso lidar com desconhecidos. Ainda mais perigoso quando os desconhecidos em questão são tão silenciosos. Eu aprendi comigo mesma a temer o silêncio.
Eis que, como que de súbito, palavras escaparam de sua boca. E logo um questionário de cunho pessoal desmembrou-se através de sua voz. Perguntou-me qual era minha idade, o que eu tinha para ter ido pro isolamento do CTI, o que eu costumava fazer.. Respondi tão vagamente, incitei o silêncio novamente. Desejava espanta-lo. Era realmente forte o incômodo que sua presença me causara. Eu, que já tão invadida, tão desprotegida física e emocionalmente. Acredita que tentaram por fraudas em mim? Sim! Tentaram, também, me obrigar a fazer as necessidades numa comadre. Ora, ora... E eu lá consigo fazer xixi deitada? É um absurdo incumbir isso à pacientes que estejam num estado de lucidez e afastados de suas pílulas diárias, como eu. Mas que seja, recusei-me até o último instante e consegui, - orgulho-me por tal feito - com louvor, ser a única paciente daquele CTI a utilizar um banheiro de verdade, para as necessidades fisiológicas e banho. Tal feitio transformou tais momentos em algo especial, um acréscimo de vida ao meu cotidiano.
Entretanto, voltando ao enfermeiro atônito, após eu conseguir fazer o silêncio sepulcral reinar novamente, depois de uma dúzia de segundos passados, o enfermeiro vomitou uma frase: às vezes, coisas desse tipo acabam sendo boas.. A gente aprende a dar valor. Eu, sempre farta de qualquer tipo de ladainha de autoajuda, o respondi rigidamente. Isso é bom, eu disse. E só. Ele retirou-se e eu ri. Tola criança que sou. Ele tinha razão. Eu tenho espirrado valor, vomitado valor a torto e à direito. Mas as coisas, ah.. Elas não cospem nem um catarrinho de valor em mim.
Eis que, como que de súbito, palavras escaparam de sua boca. E logo um questionário de cunho pessoal desmembrou-se através de sua voz. Perguntou-me qual era minha idade, o que eu tinha para ter ido pro isolamento do CTI, o que eu costumava fazer.. Respondi tão vagamente, incitei o silêncio novamente. Desejava espanta-lo. Era realmente forte o incômodo que sua presença me causara. Eu, que já tão invadida, tão desprotegida física e emocionalmente. Acredita que tentaram por fraudas em mim? Sim! Tentaram, também, me obrigar a fazer as necessidades numa comadre. Ora, ora... E eu lá consigo fazer xixi deitada? É um absurdo incumbir isso à pacientes que estejam num estado de lucidez e afastados de suas pílulas diárias, como eu. Mas que seja, recusei-me até o último instante e consegui, - orgulho-me por tal feito - com louvor, ser a única paciente daquele CTI a utilizar um banheiro de verdade, para as necessidades fisiológicas e banho. Tal feitio transformou tais momentos em algo especial, um acréscimo de vida ao meu cotidiano.
Entretanto, voltando ao enfermeiro atônito, após eu conseguir fazer o silêncio sepulcral reinar novamente, depois de uma dúzia de segundos passados, o enfermeiro vomitou uma frase: às vezes, coisas desse tipo acabam sendo boas.. A gente aprende a dar valor. Eu, sempre farta de qualquer tipo de ladainha de autoajuda, o respondi rigidamente. Isso é bom, eu disse. E só. Ele retirou-se e eu ri. Tola criança que sou. Ele tinha razão. Eu tenho espirrado valor, vomitado valor a torto e à direito. Mas as coisas, ah.. Elas não cospem nem um catarrinho de valor em mim.
Poema em linha reta.
-
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
- Álvaro de Campos [Fernando Pessoa]
Entre vômitos contidos; tal seria meu posicionamento com relação à vida. Sono. Apatia, talvez? Quiçá. E então, Camila, você não vai vomitar? Eu já não sei mais. Pílulas e pílulas: sufocando, abafando qualquer palavra, qualquer sentimento que fuja da linha tênue, desejável e inacessível que é a normalidade. Põe o dedo na garganta e vomita, oras! Mas não dá. Não sai. Está intalada. Todas as minhas momentâneas verdades e vontade de potência. Tudo preso. Põe, enfia a mão inteira na garganta pra ver se sai! Mas não dá. Nada sai... Nem suspiro de dor. Valor. Talvez isso saia. Amor sai. Sai pouco, bem tímido, acanhado. Mas não volta. Vou perdendo aquilo que guardei de bom. E olha que não volta. Grita! Rabisca qualquer coisa em qualquer pedaço de papel pra ver se te livras do ópio sentimentalista! Mas não dá. Não, não dá não.
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