25 de julho de 2013

 Cá estou. Após tanta ausência, volto a por minha incólume angústia das coisas ridículas a público, neste blog que muito provavelmente ninguém lê. E isso é bom.
  São exatas 4:30 a.m. e eu me lembro de ti. Sim! Neguei-me ao sono, levantei de súbito do conforto da rede decidida a arrumar o quarto. E acabei arrumando a cozinha também. E arrumando o note. E arrumando a rotina dessa madrugada até o amanhecer. Fato é que, deparei-me com a lembrança confusa de na noite anterior ter sido atingida pela necessidade vulgar de te telefonar, e dizer o quanto eu te amo. O quanto eu ainda te amo. E que infelizmente não consigo fazer planos, tampouco me apaixonar por qualquer outra coisa/pessoa que não seja você, que não seja aquilo que eu idealizei para nós. Não obstante, dei-me conta de que amar é idealizar no outro aquilo o que você gostaria que ele fosse. Mesmo sabendo que ele não o é.
 Faz tempo que não ouço Nirvana. Engraçado. Eu nunca gostei muito de Something in the Way. E é exatamente essa que estou ouvindo agora. Você adorava essa música. Você queria criar um altar para o Kurt. Eu que embora não goste de idolatrar seres humanos, adorei a ideia. E devo dizer, pretendo rouba-la de ti. Pintei as unhas de vermelho essa noite. Mas passei aquele teu esmalte 3D por cima. Apenas uma camada. Ficou interessante. Eu nunca pinto as unhas de vermelho... Eu também não gosto de sair a noite, também não gosto do odor de cigarro, de beber demais, ficar bêbada, pagar vexame em público. De demonstrar minha fraqueza. Eu não gosto de ser fraca.
 Mas, tudo isso aqui é a tradução de minha fraqueza. Meu amor por ti, se é que pode ser chamado de amor esse sentimento louco que por ti nutro, é o meu maior ato de fraqueza. Minha maior queda, redenção. E eu tenho sido fraca, mesmo. Fraca de proposito. Quero da mais intensa fraqueza atrever-me. Eis um ato de coragem. Ou você não veria da mesma forma? Bem. É exatamente da forma que encaro.
 Afogo-me, afogo-me na poça de tudo o que eu sempre detestei. Procuro a contra mão. E mesmo assim, mesmo na contra mão de ti e do que fomos, sinto-me apenas cada vez mais perto de nossas lembranças.
 Cérebro maldito que não me deixa apagar-te!

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