23 de dezembro de 2011

Plano Yoko.


 Pois bem, estávamos Victória e eu comprando presentes de natal para nossas maléficas mamães. Quando, ao sair da loja mais maléfica e roquenrou de toda a cidade, Victória quis ir ver os animaizinhos fofinhos e cuti cuti da loja de animais. (OH!) E, atraída pelos coelhos, sofreu uma crise de histeria. Indócil, não fui capaz de controla-la.. Eu falhei. Talvez porque, no fundo, eu compartilhasse do mesmo sentimento de amor para com os fofos.
 Foi um longo processo, até que por fim, Victória resolveu comprar um coelho. Foi pelo rabinho que ela escolheu qual queria.  Justamente a única que tinha a ponta do rabo meio preto, e também a ponta das orelhas: era fêmea. Uuuuh. Fêmea, hehehe.  Uma bela coincidência, afinal, nós não gostamos de machos, seja lá qual for a espécie, são todos uns filha da puta. Generalizo, eu posso.
 Fugindo da racionalidade, nós só fomos pensar na desculpa para a mãe da Victória depois que já havíamos comprado a coelhinha. Decidimos que seria uma possibilidade dizer que nos deparamos com uma caixa que "se movia" e quando fomos verificar, encontramos a pobre abandonada. Diríamos que não fomos capazes de deixá-la ali, largada. Então Victória se lembrou do viveiro desativado que há em sua casa e cogitou ficar com ela até que achassem um dono. Com o passar dos dias, Victória pediria Yoko(o nome que demos à coelhinha) de presente de natal. E, como a coelhinha já estaria há alguns dias morando no viveiro, Victória teria provado de que sim, ela é responsável o suficiente para ter mais um bichinho.
 Com o plano elaborado e devidamente ensaiado, ao chegarmos em casa nós alimentamos Yoko e fizemos planos para o futuro ao lado dela. Bem, eu sou uma espécie de madrinha, agora. Pois sim, jovens... Estou ficando velha.

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