Particularmente, eu não gosto de comparações. Mas, devo admitir que em muitos casos, comparar as situações é algo emocionante e proveitoso. Não me surgiu de supetão apenas hoje, a sensação de que esse ano eu lidei de forma completamente indiferente ao termino do ano letivo, e ao fato de que não verei mais Victória todos os dias, nem o Dedéia e nem outros coleguinhas. Até então, essa indiferença é um tanto normal para quem apenas "conviveu" durante um ano com os tais outros coleguinhas e que não criou laço forte com ninguém - isso se o que eu criei pode ser chamado de laço.
Lembrei-me de uma música do Dylan, de uma frase "quando você não tem nada, não tem nada para perder". E eu gostei de não ter nada. Nada fixo. Melhor amiga em outra sala, minha doce amada há mais de 12 horas de distância. E por mais que isso lhe possa parecer trágico; me soa belo e aconchegante. O fato de que esse ano Victória e eu não ficamos na mesma turma nos pareceu tortuoso, a princípio. Mas, com o tempo, esse fato foi nos mostrando que as amizades verdadeiras suportam e amadurecem se ambas as partes envolvidas souberem lidar com todas as entraves com maestria. E nos soubemos. Termino esse ano letivo mais próxima de Victória do que quando nós o começamos.
Não fixar ao solo pessoas queridas é ótimo. Pois a verdade é que ninguém nunca espera por ninguém. O que se pode fazer é fixar as pessoas à si próprio, e não aos seus compromissos e rotina.
2 de dezembro de 2011
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