19 de maio de 2012

Opressão social e o direito de vestir o que preferir.


  Estava eu conversando com minha mãe na sala, quando percebi que ela estava assistindo aquele programa deselegante do sbt, o tal Esquadrão da Moda. Há tempo não assistia a esse programa.. E pude perceber que minha opinião sobre ele não mudou nadinha.
 Resolvi acompanhar um pouco do programa só por curiosidade e fiquei estupefata com a falta de respeito e liberdade de expressão contra as "convidadas" à mudança de visual. Aquelas mulheres, simplesmente por não se vestirem dentro dos padrões sociais para uma mulher 'elegante e de respeito', passam por um processo constrangedor perante os apresentadores e familiares (que sempre encontram-se infelizes em relação as escolha da tal mulher de como ela deve SE vestir), muitas vezes choram, assistem vídeos de cenas em seu cotidiano enquanto os simpáticos apresentadores comentam (diminuindo, é claro) suas roupas... Para só então ser questionada se quer ou não participar do programa. Aceitando ou não, (deve ser difícil não aceitar, pois muitas podem entender que isso seria abraçar o fato de elas serem "bregas e vulgares") apenas pelo fato de terem passado por esse processo, acho que já seja humilhante o bastante para que meu senso de liberdade de expressão me faça ser contra esse tipo de programa que impõe um modo de se vestir padrão, humilhando quem não se enquadra nesse papel.
  É tão machista achar que as mulheres que se vestem com roupas mais decotadas são promiscuas e desrespeitosas.. Onde foi parar o espirito libertário feminista, a favor da liberdade de expressão das mulheres, mostrando os seios, usando saias curtas, a procura da igualdade entre os sexos? Porque quando vemos um homem sem camisa não ficamos tão espantados quanto quando vemos uma mulher com um decote avantajado (que ainda assim está vestida)?
  É direito de todos nós podermos vestir e fazer com o nosso físico o que quisermos, pois afinal, ele é apenas nosso. É tão descabido ver pessoas se submetendo à caprichos alheios, sofrendo porque devem vestir coisas que não gostariam de vestir, apenas pelo fato de que alguns se sentem desagradados com isso. Eles se sentem desagradados com isso. Dane-se eles. Sentir-se desagradado com algo não da direito a ninguém de oprimir outrem até que este seda aos caprichos alheios.

29 de abril de 2012

O ESTATISMO ESTÁ MORTO!


Parte 1.

Parte 2.




26 de abril de 2012

Trinca. Solos, duos e trios de madeira.





        Da esquerda para a direita, Guilherme Andreas - flauta, Azael Neto - compositor, Cesar Bonan - clarinete, Fernando Cavalcanti - compositor, Deyvisson Vasconcelos - fagote e Alexandre Schubert - compositor.

22 de abril de 2012



Copa pra gringo ver como o "brasileiro é feliz", e rir. Claro, somos todos palhaços.

18 de abril de 2012

Cena V O mesmo. Quarto de Julieta. Entram Romeu e Julieta.



     JULIETA — Já vais partir? O dia ainda está longe. Não foi a cotovia, mas apenas o rouxinol que o fundo amedrontado do ouvido te feriu. Todas as noites ele canta nos galhos da romeira. É o rouxinol, amor; crê no que eu digo.
     ROMEU — É a cotovia, o arauto da manhã; não foi o rouxinol. Olha, querida, para aquelas estrias invejosas que cortam pelas nuvens do nascente. As candeias da noite se apagaram; sobre a ponta dos pés o alegre dia se põe, no pico das montanhas úmidas. Ou parto, e vivo, ou morrerei, ficando.
     JULIETA — Não é do dia aquela claridade, podes acreditar-me. É algum meteoro que o sol exala, para que te sirva de tocheiro esta noite e te ilumine no caminho de Mântua. Assim, espera. Não precisas partir assim tão cedo.
     ROMEU — Que importa que me prendam, que me matem? Serei feliz, assim, se assim o quiseres. Direi que aquele ponto acinzentado não é o olho do dia, mas o pálido reflexo do diadema da alta Cíntia, e também que não foi a cotovia, cujas notas a abóbada celeste tão longe ferem sobre nossas frontes. Ficar é para mim grande ventura; partir é dor. Vem logo, morte dura! Julieta quer assim. Não, não é dia.
     JULIETA — É dia; foge! A noite se abrevia. Depressa! É a cotovia, sim, que canta desafinada e rouca, discordantes modulações forçando e insuportáveis. Dizem que ela é só fonte de harmonia; não é assim, pois ora nos divide. Há quem diga que o sapo e a cotovia mudam os olhos. Oh! quisera agora que ambos a voz também trocado houvessem, pois ela nos separa e, assim tão cedo, como grito de caça mete medo. Oh vai! A luz aumenta a cada instante.
     ROMEU — A luz? A escuridão apavorante.

8 de abril de 2012

Chopin Notturno op. 9 n. 2


6 de abril de 2012

Outro epitelioma.





Quero o passado queimado. Eu não suporto mais olhar para o passado a acada novo passo. Queria poder vomitar sobre tudo o que fui e fiz. Queria simplesmente vomitar e ver escoar o ontem pelo ralo. Obrigada Einstein, por me consolar ao nos provar que passado, presente e futuro são a mesma coisa. Queria ser teletransportada por uma máquina com defeito.
Sociedade Racionalista
 
 
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